terça-feira, 1 de março de 2016

Da amamentação

No blogue da Joana "corre um debate" sobre a amamentação.
Um daqueles temas quentes da maternidade, ao qual se juntam a alimentação pós aleitamento exclusivo, a cinta pós parto, parto natural vs cesariana,...

Não sou radical nem extremista em nenhum dos temas. A vida ensinou-me que não vale a pena, que é ela que trilha alguns caminhos por nós.

Não é novidade que a S. nasceu super prematura.
Passaram mais de 3 meses desde o seu nascimento até que a sua alimentação deixasse de ser feita por sonda. Estando ela internada seria impossível amamentação em exclusivo. Além disso, ao fim daquele tempo, já a preocupação, o stress e o cansaço tinham praticamente esgotado a minha produção de leite.
Consegui tirar leite durante uns tempos e foi com ele que ela foi alimentada nos primeiros tempos, mas a quantidade foi diminuindo cada vez mais e chegou a um ponto em que estava mais de 20 minutos com a máquina colada às mamas para tirar 10ml...
A dado ponto desisti.
Na verdade, acho que desisti ainda antes disso, quando optei por não me levantar a meio da noite para tirar leite / estimular a produção. O meu estado de espírito não era compatível com noites interrompidas. Dormir bem era a única coisa que me mantinha minimamente sã.

Se gostava de ter amamentado? Sim, gostava. Acho um momento bonito de partilha entre mãe e filh@.
Mas não tenho arrependimentos de não ter feito mais esforço. E nunca ninguém teve a coragem de me apontar o dedo.

1 comentário:

S* disse...

A decisão é sempre da mãe, de acordo com o que a mãe preferir. Mas, para mim, seria inconcebível não tentar, se tudo corresse dentro da normalidade. :)