quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Reflexão longa

Quando me ponho a ler os blogues de outras mulheres que lutam ou lutaram contra o excesso de peso encontro essencialmente dois tipos de mulheres:
  • aquelas que foram à luta e conseguiram, a um ritmo certo, perder IMENSO peso e
  • as outras, como eu, que andam num "anda para trás e para a frente", umas vezes com vontade outras nem por isso.

Admiro, muito honestamente, aquelas que conseguiram, num prazo de tempo razoável e à custa de muito esforço e determinação, perder 30 e 40kg. Admiro-as porque foram capazes de introduzir verdadeiras mudanças na sua forma de estar na vida.
Admiro-as porque não consigo ser assim.

Nunca cheguei a valores assustadores de peso, como alguns exemplos que leio e acompanho.

O meu IMC máximo rondou os 30 (81kg para 1,62m de altura). Um excesso de peso, pré obesidade, mas não era um valor assustador como ter mais de 100kg.
Por outro lado o meu IMC mínimo, desde que comecei a luta contra o excesso de peso foi 24. Nunca consegui atingir, em 6 anos de luta (às vezes pouco aguerrida), o valor objectivo - os 60kg (sei que este valor é excessivo para muitas das lutadoras deste mundo virtual mas não sonho ser super magra, tipo top model).

Sei, com a experiência, que o meu corpo estabiliza, sem me esforçar muito, nos 65-66kg. Para manter isto não preciso de muito esforço, mas para baixar daqui tenho de me mentalizar e realmente implementar mudanças, algo que dificilmente faço.
Se controlo a alimentação, não faço exercício. Se faço exercício, começo a facilitar na alimentação.
Aos fins-de-semana boicoto sistematicamente o que faço durante os dias de trabalho. As férias são sempre fases de desleixo.

Não sou gorda. E não digo isto com qualquer ironia. Sou gorduchita, cheiinha. Tenho pneuzito e coxitas rechonchuditas. Não sou magra e torneada, mas estou longe de ser verdadeiramente gorda.
E é este pensamento que me vai retendo neste peso. Esta conformação de "nem estou mal assim, há quem esteja muito pior".

Enquanto não mudar esta minha postura, nunca sairei deste patamar em que me encontro, que, lá está, não é mau mas não é o que almejo.

2 comentários:

Lua no Deserto disse...

Olá! Ai como eu me revejo neste post. Faço parte do segundo grupo e em parte pelas mesmas razões. Começo a pensar que já só falta 3 ou 4 quilos e acho logo que não é preciso esforçar-me tanto. Começo a desleixar-me, a "esquecer-me" e quando vejo voltei à estaca zero, ou no meu caso à estaca dos setentas.

Alexandra disse...

O não estar mal, pois há quem esteja pior levou-me ao meu pior. Estou a conseguir ultrapassar. Um dia de cada vez.
Abraços