quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Infantário? Não tenho pressa!

Até à S. nascer, era nossa opção colocá-la no berçário no final da licença de parentalidade. Não fazia sentido, no meu ponto de vista, ocupar os avós e nem me passava pela cabeça contratar alguém para ficar com ela em casa.
A solução normal era, pois, deixá-la no berçário.

Nos primeiros tempos após ela nascer, super prematura de 25 semanas, esse era assunto que não me ocupava a mente. Estava tão concentrada em acompanhá-la, tão preocupada com o seu estado de saúde, que me parecia que ela nunca sairia daquele hospital.

Mas quando começou a avizinhar-se o dia da alta, os médicos começaram a fazer-me os alertas... Nem pensar em colocá-la num berçário / creche / infantário, nos primeiros 2 ou 3 anos de vida. Primeiro ano então, completamente fora de questão. Caso adoecesse, era praticamente certo que teria de ser internada, visto que a sua resistência era mais baixa que a de outros bebés e que os seus pulmõezitos eram ainda muito vulneráveis.

Começamos então na procura de solução. Acho que nunca consideramos ter os avós a tempo inteiro, mas chegou a ser opção termos uma senhora (que era já ama do filho de um nosso vizinho) de manhã, e os avós (maternos e paternos, de forma alternada) ficavam com ela de tarde.

Mas uma força superior colocou outra pessoa no nosso caminho.
Uma prima do maridão acabava de ficar com muito tempo disponível e sabíamos ser alguém que adora crianças.
Desafiamo-la a ser ama da S. Ela aceitou.
Desde há quase 1 ano que é ela que fica com a minha pequenina diariamente, em nossa casa. E dão-se super bem. A S. gosta imenso dela e divertem-se juntas.
Sei que temos a solução perfeita (para nós, pelo menos)!

Hoje em dia, quando converso com as minhas colegas de trabalho e as ouço queixarem-se das doenças que os filhos apanharam no berçário/creche/infantário, sinto um imenso alívio por não ter ido por esse caminho, e sinto-me grata por ter encontrado alguém em quem confio plenamente para tomar conta da minha cria!
Acho, cada vez mais, que berçário /creche deve ser solução de recurso. Só mesmo se não houver outras!
E sei que não estou preparada para a deixar noutro sítio, com outras pessoas. Não estou preparada para as doenças (que ela felizmente não tem tido)!
Um dia terá de ser, bem sei, mas espero que esse dia esteja ainda algo distante...

3 comentários:

AMOR XXS disse...

Eu já tinha decidido ficar em casa até o bebé ter um ano, mesmo sem saber que ele nasceria às 32 semanas e esse imprevisto só veio reforçar a minha opção. Não sei qual vai ser a minha vontade daqui a uns meses, de continuar em casa com ele ou voltar a trabalhar, só sei que queria evitar o infantário. Infelizmente as avós ainda trabalham, caso contrário era de boa vontade que ficavam com ele, por isso não sei.
Ainda bem que encontraste uma pessoa de família com confiança para ficar com ela em casa, foi mesmo uma boa opção. Já se sabe que na creche eles ficam doentes semana sim, semana não. Vejo pela filha de uma amiga minha, muitas vezes não nos visita porque a menina está sempre doente e não quer que o meu pequeno apanhe. Mas não penses a longo prazo, pode ser que esse dia ainda demore uns bons aninhos, que dê tempo a ela ficar mais crescidinha e mais forte :)

A Pimenta* disse...

No meu caso, a minha S. (será que têm o mesmo nome?!) nasceu às 39 semanas mas já estava decidido que ficaria com a minha sogra. Fui trabalhar após 2 meses e meio do nascimento da S. e atualmente ela tem 19 meses e só estamos a pensar pô-la noutro local quando ela estiver perto dos 3 anos.
Ficar com a avó tem-se revelado a melhor decisão. Em termos de doenças, sabemos que somos uns privilegiados porque ela acaba por estar mais protegida.
No teu caso, acho que foi a decisão ideal, sem dúvida que foi o melhor para a tua baby :)

Beijinhos

Anónimo disse...

Se eu pudesse faria o mesmo. Ainda tentei ficar o máximo de tempo em casa, mas ia enlouquecendo. :(
Ponderamos deixar o miúdo nos avós no primeiro ano, mas não quiseram. Ambos reformados e eu e o pai com horários flexíveis e a opção de ficar em casa nos dias em que os avós não pudessem. São opções, não os condeno.
Foi para a creche, adoeceu nos primeiros tempos. Não devemos favores a ninguém, apesar de ouvir da sogra que só vê o neto 1x por semana (Ah pois é... temos PENA!!).
Desculpem o desabafo. :)
Beijinhos!!