quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Incoerências da minha vida

Ontem foi aquele dia em que consegui e me dediquei a fazer a lista de tudo o que tenho na despensa e no frigorífico e no congelador, para poder planear as refeições até ao fim do mês, rentabilizando o stock (conforme disse aqui que ia fazer).

Ontem também foi aquele dia em que estava completamente sem vontade de cozinhar e aproveitando que a S. ficou em casa da avó, desafiei o marido para jantar fora e fomos.

Uma pessoa diz que quer poupar e depois vai jantar fora! Tá certo!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Cama nova


Há muito que namoro estas camas. Há muito que pensava em arranjar uma assim para a S., aproveitando para remodelar o seu quarto, dando-lhe um ar mais cuidado.
Procurei em vários sítios, encontrei preços que não me apelavam e fui deixando passar o tempo.
Algures nos finais do ano passado (Novembro, talvez) decidi que estava na hora de tratar mesmo disso.
Voltei a pesquisar, voltei a encontrar preços que não queria pagar, mas que considerei visto não estar a encontrar alternativas.
Decidi questionar as pessoas mais chegadas em busca de um carpinteiro que me fizesse a cama.
Encontrei um. Com um preço decente de fabrico (da pintura vamos nós tratar).

Depois de alguns atrasos, a cama está finalmente pronta a ser entregue (hoje levam-na lá a casa)!
Estou mesmo feliz. Ainda falta pintá-la e temos de organizar o resto do quarto, mas só o facto de a receber hoje, depois de tanta procura e espera, já me deixa bem feliz! :)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Até ao fim do mês: Usar o que tenho em casa!

Embora não tenha ficado muito claro na lista que fiz, um dos objetivos deste ano é poupar mais.
Não que estejamos assoberbados de dívidas, mas tenho a sensação que o fim de mês é sempre um pouco apertado.
Tenho tido dificuldade em pôr o marido a fazer o registo das despesas. Já tentei ficheiros excel, já tentei Boonzi (pc e app no telemóvel) mas mesmo assim, ele diz que se esquece.
Torna-se difícil fazer uma gestão eficaz só com o registo e controlo das minhas despesas, mas mesmo assim, optei por fazê-lo.
Retomei um ficheiro que tinha há já uns anos, fiz-lhe umas atualizações e tenho registado tudo direitinho desde o início do ano.

A pouco mais de meio do mês, sinto que as contas já estão novamente à justa. Não gosto disso.

Outro dos objetivos que defini para este ano, foi começar a planear semanalmente as refeições. Tenho-o feito de forma um pouco atabalhoada (com ajustes e trocas), mas não tem sido complicado ao fim do dia decidir o que fazer para o jantar.
Mas a gestão do stock não está a ser muito eficaz. Sinto que tenho demasiadas coisas no congelador e na dispensa, mas nem sei bem quais são.

Atendendo ao estado das contas (a roçar o limite mínimo por mim aceitável nesta fase do mês) e à necessidade de melhor planeamento e gestão das refeições e dos stocks, decidi que hoje (se a cachopa me deixar) vou fazer uma lista de tudo o que tenho (congelador, dispensa e frigorífico) e vou tentar fazer um plano de refeições que optimize a utilização do stock, evitando ao máximo as compras até ao fim de mês. Acho que tenho comida suficiente para duas semanas.
O objetivo é não comprar nada mais que frescos (legumes e frutas) até dia 31.

A ver vamos como me dou! :)


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Este fim de semana...

...desmontei a árvore de Natal!
Não chegar ao Carnaval é o grande objetivo de cada ano, nem sempre alcançado!
Mas este ano portei-me bem. Só passaram 10 dias do dia de Reis! Nada mau! :)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Últimas compras, Próximas leituras

Estas são as minhas últimas compras no OLX:

Para tirar mais partido da minha "prima da Bimby"! :)

Porque dicas de poupança nunca são demais! E talvez funcione melhor controlar os gastos em papel que no ficheiro de excel! A ver vamos!

Porque sinto que preciso aprender mais sobre como lidar com a minha filha! Não que ela seja uma criança problemática ou faça grandes birras, mas o saber não ocupa lugar e se conseguir ser melhor mãe, ótimo! :)

No total, paguei 18,00€ pelos 3, já com os portes de envio. Se os comprasse novos, ficariam por 47,5€ (ou 42,75€ com os 10% de desconto habituais na maioria das livrarias). Uma diferença significativa!

Os dois primeiros, naturalmente, não se podem contabilizar como livros para ler.
O terceiro, planeio lê-lo depois deste: 


Há já algum tempo que está lá em casa e está na hora de me dedicar a lê-lo! Tivesse eu orçamento, e fazia a Pós Graduação em Parentalidade Positiva que a Magda vai promover em Fevereiro no Porto!
Não tendo, dedico-me à leitura e tento tirar o máximo de informação possível para aplicar com a minha pequenina! :)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Para mais tarde recordar #15

A S. passou dois dias em casa dos avós.
Na manhã do segundo dia, tendo lá passado a noite, pergunta:
 - 'Vó, por que é que tu não vais trabalhar?
Avó - Porque a avó é mais velha!
S. - Então vais para o lixo!

(claro, coisas velhas vão para o lixo!)

Para mais tarde recordar #14

Registos do ano passado que ainda não tinha publicado!

25.11.206
A S. está dentro da sua tenda.
Ama – Tu vives aí agora? Vives na casota?
S. – Não, Laurinda. Eu não vivo na casota. Quem vive na casota são os cães. Eu vivo em Água Longa. E os “pimos” vivem em Tunes.

A vestir o pijama à S.
Eu – Vamos vestir esta camisola do Bambi?
S. – Não, essa camisola cheira mal.
Eu – Não cheira nada. Cheira bem. Está lavadinha.
S. encosta a camisola ao nariz – Hmmm… cheira bem. Cheira a limão!

Eu, a ler o livro do aniversário do Bolinha:
 - O leão é um tonto. A pensar que se esconde atrás de uma folha.
S. – O leão é um tonto.
E começa a rodar sobre si própria.
S. – Olha mãe, estou a girar. Vou ficar tonta como o leão!

01-12-2016
Ela sentada na cadeira da papa. Começa:
S. - Pega mamã, um leão para tu comeres.
Eu – nham, nham (fingindo que pego em algo e como)
S. – Pega um hipopótamo
Eu – nham, nham (novamente)
S. – Pega, mamã, um gato.
Eu – Não, bebé, a mamã não come gatos.
S. – Mas... mamã, gato faz-te bem!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Livros 2017 #2


Este é o segundo livro de 2017. Estou a um ritmo alucinante! :D

É um livro pequeno - 128 páginas (eu li uma versão pdf, de tradução brasileira) - que li ontem de empreitada! (Dá para perceber que "poupança" é um tema que me interessa especialmente neste ano?)
É muito interessante, que apresenta as regras para se conseguir estabilidade financeira (e até riqueza) de forma muito simples mas em forma de história. Não traz grandes novidades mas aconselho pela fácil leitura e pela sistematização da informação! 

Deixo-vos as "Sete soluções para a falta de dinheiro":

  1. Comece a fazer o seu dinheiro crescer - "Em cada dez moedas conseguidas de qualquer fonte, não gastem mais do que nove." Ou seja, guardar/poupar 10% do que se ganha!
  2. Controle os seus gastos - "O que costumamos chamar de "despesas necessárias" sempre crescerá para tornar-se igual a nossos rendimentos, a menos que façamos alguma coisa para inverter essa tendência. (...) Façam o orçamento de suas despesas de modo que possam ter dinheiro para pagar pelo que é necessário, pelos prazeres e para satisfazer seus mais valiosos desejos sem despender mais do que nove décimos de seus ganhos."
  3. Multiplique os seus rendimentos - "Pôr cada moeda para trabalhar de modo que possa reproduzir-se como algodão nos campos e trazer-lhes lucro, um rio de riqueza fluindo constantemente para dentro de suas bolsas" Ou seja, pôr o dinheiro a render, de alguma forma.
  4. Proteja o seu tesouro contra a perda - "Protejam seus tesouros contra a perda, investindo onde o principal esteja a salvo, onde possa ser reivindicado sempre que o desejarem e onde fique claro para vocês que vão realmente conseguir uma bela renda. Consultem homens experimentados. Sigam a opinião daqueles que lidam habitualmente com dinheiro. Deixem que o tirocínio deles proteja seus tesouros contra os investimentos de alto risco". 
  5. Façam do lar um investimento lucrativo - "Tenha o seu próprio lar." Ou seja, não arrendar, mas sim comprar casa!
  6. Assegurem uma renda para o futuro - "(...) seja previdente quanto às necessidades de sua velhice e quanto à proteção da sua família."
  7. Aumente a sua capacidade para ganhar - "O sétimo e último remédio para a falta de dinheiro é cultivar suas próprias aptidões, estudar e somar conhecimentos, tornar-se mais habilidoso e agir sempre respeitando a si mesmo. Dessa forma, adquirirá suficiente autoconfiança para realizar seus mais acalentados desejos."
Atendendo ao ritmo de vida de hoje, e à volatilidade dos empregos, apenas posso discordar (em parte) do ponto 5. 
De resto, por muito complicado que possa parecer implementar estas regras, não há como contestá-las! :)

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Um dia bom


No sábado ficamos só as duas. O pai tinha o dia todo ocupado com os escuteiros.
As aulas de babyoga ainda não recomeçaram e por isso, tínhamos um dia inteiro pela frente para ocupar.
Fizemos a manhã sem pressa - pequeno almoço, vestir, brincar um pouco!

Pelas 11h e qualquer coisa, propus-lhe irmos passear.
 - Onde vamos, mamã?
 - Vamos ver o mar e a areia, bebé! 
 - E podemos brincar?
 - Claro, bebé! :)

Metemo-nos no carro e seguimos para o Porto.
Ligamos a uns amigos, fizemo-nos convidadas para almoçar (lol), mas ainda passamos pela praia primeiro.
Sentamo-nos as duas a mexer na areia e contemplar o mar. O dia estava fantástico. 

Seguimos depois para casa da R. e do M. Almoçamos, descontraímos um pouco e voltamos para a zona da beira mar, desta vez acompanhadas.
Passeamos os 4 ao longo do passeio junto à praia, fomos novamente à areia para ela brincar mais um pouco, corremos, brincamos...
Voltamos a casa da R. e do M., lanchamos todos, vimos o Pateta e o Donald na televisão e fomos as duas embora, já pelas 19.30h.
Adormeceu pelo caminho. Já não jantou e dormiu seguido (com os acordares habituais) até de manhã.

Foi um dia bom! :)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A venda mais rápida

Hoje coloquei um livro à venda no OLX às 11:02.
Às 12:35 recebi uma mensagem de um interessado.
Às 13:12 já estava a receber o comprovativo de transferência para pagamento.

2h10m foi o tempo que o livro esteve disponível. UAU!!!

Livros 2017 #1

Quando defini como objetivo ler, pelo menos, 10 livros este ano, pensei no estilo ficção, romance...

Mas não faz sentido não contabilizar outras leituras que, não se enquadrando naquele tipo, tomam o seu tempo e acrescentam valor.

Este é o primeiro livro de 2017.


Por um dos objetivos do ano também passa por gerir melhor o dinheiro e poupar mais.
Com uma escrita simples, e de leitura rápida, é um livro muito interessante. Não me trouxe nenhuma fórmula mágica, nem sequer informações muito novas, mas deu para tirar umas ideias e cimentar mais a meta da poupança.
Peca apenas por já ter uns anos (é de 2011), estando desatualizado nas questões dos juros dos créditos e afins, mas fora isso, foi uma leitura muito útil! :)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Desafio 52 semanas

Ontem preparei o meu frasco para o Desafio das 52 semanas.
Ajustei o ficheiro de registo, imprimi-o e colei-o no frasco, para lá ir anotando o que vou colocando.

A minha ideia inicial era fazer esta versão adaptada
Mas depois refleti um pouco mais e vou usar a versão base mas fazer tipo bingo - vou colocando os valores conforme me der mais jeito, alternando entre valores mais altos e valores mais baixos, definindo como meta, cumprir todos eles.
Assim, o ficheiro tem a coluna do total em branco, que vou preenchendo à medida que vou acrescentando os valores.
Podem consultar o meu ficheiro aqui.


Estou pronta! E até já coloquei o primeiro valor - o da semana 15, para começar assim calmamente mas com confiança! :)

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Desejos / Decisões para 2017 - Primeiros passos

Ontem dei já os primeiros passos para o primeiro e para o último desejos/decisões listados aqui.

1. Fiz sopa para mim. Há largos meses que não fazia sopa para mim e ontem, depois de deitar a S. fui para a cozinha fazer sopa (e deixar vegetais prontos para próximas). Será o meu jantar de hoje e tentarei que uma das refeições do dia (almoço ou jantar) seja sempre apenas composta por sopa + fruta.

2. O primeiro passo para um armário cápsula é fazer arrumação / limpeza ao que temos no nosso próprio armário, e separar as roupas de que realmente gostamos e nos servem, das que ou não gostamos / não usamos ou não nos servem. Tenho, lamentavelmente, muitas destas últimas, que me estavam a atafulhar o armário e a deprimir todas as manhãs!
Fiz ontem uma primeira limpeza às minhas gavetas e cabides. Separei as peças que "não gosto, não uso, não estão em estado lá muito apresentável" para um monte, as que não me servem mas que gosto (e que me vão voltar a servir) para um outro monte, e ainda para outro as peças de Verão que ainda andavam para lá misturadas.
Vou despachar (dar, vender,...) o monte nº1, e o resto, guardei no armário do quarto de hóspedes.
Fiquei com o armário semi vazio e um montão de cabides!


Fiquei mesmo com a sensação de que preciso de ir às compras, que fiquei sem ter o que vestir mas as regras da coisa dizem para aguardar e re-avaliar daqui a algum tempo. Até porque a ideia não é ter muita coisa, mas sim poucas que se combinem bem entre si (que é algo que não tenho, verdadeiramente, neste momento).

Assim, vou esperar aí até ao final do mês e ver como me dou com as peças que ficaram.
Pode até ser que no final do mês já consiga ir buscar alguma(s) das peças que encostei por não servirem! :)


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Desejos / Decisões para 2017

A minha mente anda num reboliço.
Preciso mudar a minha vida, tanto a nível pessoal como a nível profissional.
Não sei ainda exatamente o quê, nem exatamente como, mas sei que preciso que haja mudanças significativas.

A minha lista de desejos / decisões para 2017 é um pequeno (minúsculo) passo nesse sentido (embora, vista de fora, possa não dar para perceber muito bem como).

  • Perder 10 kgs (esta é tão velha que até cansa)
  • Visitar os padrinhos da S. em Bruxelas (e dar um giro naquelas redondezas)
  • Ir aos Açores
  • Aderir e completar o "Desafio das 52 semanas" (nesta versão adaptada)
  • Levar a S. ao Oceanário e ao Zoo de Lisboa (que se traduz também em: passar uns dias ou fim de semana a Lisboa)
  • Planificar semanalmente as refeições
  • Fazer mais refeições vegetarianas
  • Ler, pelo menos, 10 livros (tenho andado tão longe disto...)
  • Fazer 1 semana de praia com a S. (traduzindo: um mínimo de 7 dias de praia, mesmo, com sol e idas ao mar e tudo)
  • Terminar o Caminho para Fátima
  • Fazer um calendário do Advento para a S. (este ano, já conseguirá dar valor e acompanhar o processo)
  • Levar a S. ao Portugal dos Pequenitos
  • Retomar as caminhadas regulares (e, se possível, também as corridas)
  • Implementar o conceito de Armário Cápsula (Capsule Wadrobe) no meu guarda roupa


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Como um tolo no meio da ponte

É assim que me sinto!

Por um lado, ando a maquinar como poupar mais no próximo ano, como vou gerir melhor as minhas finanças, onde reduzir custos!

Por outro lado, a pensar em aproveitar os saldos para comprar roupa (que preciso (quero), para deixar de se me sentir horrível nos trajes que visto todos os dias)!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Sempre a aprender

A S. esteve doente na semana passada.
Sintomas normais de gripe (febre, mal estar, tosse, ranho).
Mas logo no segundo dia da dita gripe, começou a mancar, a desequilibrar-se com facilidade. Deixou inclusive de correr e começou a pedir ajuda para subir escadas.

Liguei à terapeuta que a acompanhou na Neo do HSJ e que chegou a ir lá a casa fazer uns exercícios com a S no primeiro ano de vida, para que ela a visse.
A terapeuta não conseguiu identificar nada. Confirmou que, de facto, o andar não estava normal, que uma das pernas oferecia alguma resistência, mas a verdade é que a S. não se queixava no manusear da perna (aliás, nunca se queixou de dores), pelo que não parecia ser nada provocado por traumatismo.

Ao fim de uns dias daquilo, comecei a ficar preocupada. Começa a passar-nos pela cabeça tudo, até questões neurológicas.

Como a febre também não dava tréguas ao fim de uma semana, marquei consulta com o pediatra e lá fomos.
O diagnóstico foi rápido e sem alarmes: Sinovite da anca! (Sinoquê???)

Parece que é mais ou menos comum, em situações de infeções víricas em crianças, que o bicho se instale na zona da anca causando inflamação dos tecidos (isto é uma explicação super leiga minha. Podem ler mais aqui, por exemplo).

Dois dias de ibuprofeno de 8 em 8 horas e a coisa passou.

Pregou-nos um susto mas aprendemos um novo termo médico! :)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Doente

Febre, ranho, tosse...
Não a largam desde sábado à tarde!
Uns dias um pouco melhor, uns dias pior, mas sempre o mesmo cenário.
Mais carente, mais necessitada de colo, de olhos inchados e semi cerrados.
Às vezes, até sem energia para brincar.

Hoje voltamos ao médico. A ver se podemos fazer algo mais para isto melhorar! Já são muitos dias a paracetamol e ibuprofeno.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Há 4 anos

Há 4 anos atrás era sexta-feira. Um dia normal de trabalho.
A meio da manhã começou o incómodo, os primeiros sinais... não os percebi. O médico também não.
Disse-me para descansar, tomar magnésio, buscopan para as dores.
Ao início da tarde, ao fim de dose dupla de comprimidos, as dores eram insuportáveis e apareceu a perda de sangue, bem pequenina.
Demorou-nos (demorou-me) a tomar a decisão de ir ao hospital.
A viagem foi uma tortura.
No hospital já a perda de de sangue era enorme.
O veredicto: trabalho de pré abortamento.
21 semanas.
21 semanas sem qualquer problema, sem qualquer dor, sem qualquer enjoo. Uma gravidez santa, como lhe costumava chamar... até ter terminado abruptamente.

Em momento algum, mesmo com as dores e com o sangue, me passou pela cabeça tal desfecho,até mo terem dito. Pode parecer estranho mas foi mesmo assim. Talvez pela ignorância que fez com que não fosse para o hospital logo ao primeiro sinal, talvez um mecanismo de defesa.

Naquele dia, perdi um pouco de mim, que demorei muito a reencontrar (ainda que apenas parcialmente).
É um ciclo fechado, especialmente depois do nascimento da minha linda S.
Mas por vezes penso nisto e ainda me corre uma lágrima.

Acho que é algo que nunca se esquece, apenas fica mais ligeira a dor.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Dia Mundial da Prematuridade



Ontem foi o Dia Mundial da Prematuridade.
Nunca me tinha apercebido dele até ao nascimento da minha pequenina. Por isso percebo que passe ao lado da maioria das pessoas, ainda que quase todas conheçam alguém que nasceu ou que teve um bebé antes do tempo.

A verdade é que a prematuridade (como tantas outras coisas, sejamos francos) só afeta verdadeiramente quem a vive.
Mesmo quem tenha tido familiares, amigos, colegas, conhecidos que passaram por isso, não tem a real noção do que é ter um filho prematuro. 
A minha irmã teve dois prematuros: um de 35 semanas e outro de 26. Ambos nasceram antes da S. 
Tive por isso possibilidade de saber o que era isso de ter um filho antes do tempo, demasiado pequeno para estar já cá fora. Mas só o soube a sério quando a S. nasceu. Até ali, achava o que a maioria acha: que é uma questão de paciência e esperar que eles cresçam.
Não é. É muito, muito mais que isso. É sofrer por sairmos do hospital sem eles, é temer pela sua vida, é o desespero de não poder fazer nada diretamente para os ajudar...

Lembro-me de, ao fim de umas 2 semanas do internamento, num dia que deve ter sido especialmente desgastante, enviar uma mensagem à minha irmã dizendo: "Só agora percebo o que passaste. Tu és uma heroína!"

A S. passou, depois desta mensagem, ainda mais umas 14 semanas na UCI de Neonatologia do HSJ. Foram 115 longos dias de internamento. Não vou mentir! Não foram 115 dias de incertezas, nem 115 dias maus. Alguns dias foram bons! E a reta final já tem pouco de incertezas.
Mas foi uma época muito dura. 
Suficientemente dura para nos deixar sem vontade de tentar um segundo filho.



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

The dark ages are coming

Há uns 7 anos, tive uma conversa com o meu marido em que lhe perguntava se seria infeliz se ficássemos só os dois, se não tivéssemos filhos.
Ter filhos nunca foi verdadeiramente um objetivo de vida e a minha visão do mundo dizia-me que pôr crianças no mundo era quase uma crueldade.
A crise já se tinha instalado, já havia países em que a extrema direita ganhava eleições, as perspectivas para o futuro não eram grande coisa.

Ele dizia-me que eu era uma pessimista, que isso não eram razões para não se ter filhos e não sei que mais.
Deixei-me convencer. Duas gravidezes e uma filha depois, não me arrependo nada de a ter, adoro-a, é a luz da minha vida.

Mas hoje, com estes resultados eleitorais dos EUA, pergunto-me se não teria ficado melhor quieta. Se este mundo em que estamos não causará tanto sofrimento à minha filha, que me faça pensar se não teria sido melhor opção que ela nem sequer tivesse nascido.



Temo muito pelo futuro. Temo por mim, mas acima de tudo, por ela.
Acho que vêm aí tempos muito negros.
Espero estar errada, mas temo estar certa!